A Audiência Pública foi marcada pela participação de pais e mães como a sorocabana Natália Jordão, mãe do menino Arthur. Em um depoimento emocionado, ela relatou a perda do irmão mais novo, vítima da Distrofia Muscular de Duchenne, e apelou pela vida do filho.
A Audiência Pública realizada na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (16), para discutir os efeitos do atraso na análise regulatória do medicamento Elevidys pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi marcada por depoimentos comoventes de famílias de crianças com Distrofia Muscular de Duchenne e por apelos de parlamentares de vários partidos pela liberação provisória da medicação. Ao final da reunião, os participantes comprometeram-se a se reencontrar nesta quarta-feira (17) para tentar uma agenda junto ao Ministério da Saúde e solicitar medidas que possam favorecer o avanço das gestões visando à liberação.
Para justificar a paralisação do processo, que já dura onze meses, o representante da Anvisa, João Batista da Silva Júnior, alegou que faltam dados a serem fornecidos pelo fabricante do Elevidys, o laboratório Roche. Participantes da audiência, como a advogada Daniela Avila Forti e o médico Erick Cavalcanti, pai do primeiro paciente a receber o Elevidys no Brasil, há dois anos, apresentaram argumentos, estudos e resultados considerados na liberação do medicamento em outros países.