Golpistas têm utilizado diferentes estratégias para enganar vítimas e obter vantagens financeiras. As fraudes vão desde o envio de links usados para obter dados bancários e informações pessoais até o uso de Inteligência Artificial (IA) para reproduzir imagens e vozes de familiares em supostas situações de emergência.
Medo, urgência, curiosidade e a expectativa de obter alguma vantagem estão entre os fatores explorados pelos criminosos para induzir as vítimas a agir rapidamente, sem verificar se a situação é verdadeira.
Listas com nomes e dados dos alvos, além de roteiros sobre como iniciar conversas e responder às dúvidas das vítimas, também podem ser utilizados por grupos criminosos na prática de estelionatos.
Para o delegado Paulo Barbosa, da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), da Polícia Civil de São Paulo, há alguns sentimentos humanos que os golpistas mais exploram para enganar as vítimas. “Hoje, com o crescimento da IA, ficou mais fácil aplicar golpes usando engenharia social. Essa tecnologia permite que os criminosos criem uma atmosfera falsa, então eles exploram emoções de medo, vantagem e perigo iminente, fazendo com que a pessoa faça tudo no automático”, disse o policial.
O delegado explicou que alguns golpes podem variar de acordo com a época do ano. Os sites de comércio eletrônico falsos, que induzem as vítimas a comprar eletrodomésticos, celulares, computadores e outros itens por valores ainda menores do que os do mercado, são comuns durante a “Black Friday”, realizada na última sexta-feira de novembro.