O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugura nesta terça-feira (23), a primeira etapa das obras da Nova Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), altura do município de Paracambi, no Rio de Janeiro. Além de ampliar a segurança e a capacidade viária, o empreendimento incorpora ações de sustentabilidade ambiental e social.
Um dos exemplos de práticas sustentáveis, no âmbito da engenharia pesada, é a instalação de uma central de britagem dentro do próprio canteiro de obras. A estrutura permite o reaproveitamento dos fragmentos de rochas gerados nas escavações e detonações para a produção de materiais utilizados na construção da própria rodovia, evitando a geração de resíduos e a necessidade de extração de matéria-prima em outras áreas
“Fazemos a detonação, transportamos esse material, ele fica segregado e [depois] vai para o britador. Temos um sistema de britagem completo, é como se fosse uma pedreira mesmo, em menor escala, mas daqui conseguimos produzir todo tipo de material”, explicou o engenheiro civil Thiago Pinho Batista, gerente de Engenharia de Obras da Motiva Rodovias.
Os fragmentos de rocha são transportados para a central, onde passam por diferentes etapas de britagem e peneiramento até atingir as características necessárias para a produção dos diversos insumos utilizados na obra, como concreto, asfalto, estruturas de drenagens e tubos. No caso do projeto na Serra das Araras, obra executada pela Motiva, por meio da concessionária RioSP, o reaproveitamento dos resíduos é integral.
Segundo Thiago, a central de britagem gera um reaproveitamento circular de um material nobre - a rocha -, com vantagens em duas frentes principais.
“Primeiro, se eu não reaproveitasse esse material, eu teria que dispor dele numa área de DME [Depósito de Material Excedente], ou seja, jogar fora”, observou.
“Além disso, se eu não produzisse os insumos para incorporar na obra, eu teria que comprar, o que significaria uma área degradada em outro ambiente para a exploração comercial desse material, além de um custo a mais. Então é um ganho enorme econômico, social e ambiental para o projeto”, completou Thiago.