O motorista que suspeitar de irregularidades na quantidade ou na qualidade do combustível abastecido em São Paulo conta com testes imediatos no próprio posto e canais diretos de fiscalização. O Procon-SP e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) orientam os consumidores sobre como identificar sinais de fraude nas bombas e acionar os órgãos de defesa.
De acordo com o Procon-SP, os cuidados ao abastecer começam na escolha do posto de combustível. Preços muito abaixo da média do mercado é o primeiro indício de que o consumidor deve ficar atento. Como a margem de lucro por litro no setor é baixa, valores muito inferiores aos praticados na região podem indicar irregularidades na quantidade ou na qualidade do combustível vendido.
Outro cuidado é conferir, no caso do etanol, se a bomba possui o densímetro, equipamento obrigatório instalado na parte superior da bomba, com instruções de leitura. Ele não garante sozinho a qualidade, mas é um indício de que o combustível está dentro das especificações.
O consumidor também pode verificar se a bomba tem o selo de aferição do Inmetro/Ipem-SP, exigido em todo equipamento em funcionamento, e solicitar ao frentista o teste de qualidade. Todos os postos devem ter profissionais treinados para realizar a testagem, de acordo com determinação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).