Justiça

Mendonça diz que Flávio e Lula podem divulgar sigilos

Segundo ministro, decisão judicial não é necessária

23/10/2026 às 10h10 - Atualizado há 11 horas.

Mendonça diz que Flávio e Lula podem divulgar sigilos

Agência Brasil

Ouvir notícia

Tempo de leitura: 00:00

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (22) que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) podem divulgar seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos. 

Na decisão, o ministro afirmou que não cabe interferência da Justiça Eleitoral no caso e que os próprios candidatos podem revelar seus dados ao público. 

"Ainda assim, para que não reste dúvida, reafirma-se que os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizadas a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, os dados de que são titulares", afirmou. 

 

O ministro ainda ressaltou que a divulgação espontânea dos dados dos candidatos não substitui as investigações formais.

"É de conhecimento público e assente na doutrina especializada que recursos de origem ilícita, procedentes de corrupção e lavagem de dinheiro, invariavelmente não transitam pelas contas de seus beneficiários, mas por interpostas pessoas: os chamados laranjas. Por isso, a divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial, que existem justamente para esclarecer esses fatos.

Mais cedo, as campanhas de Lula e Flávio assinaram um acordo para o levantamento de seus sigilos. 

Justiça

PF prende homem condenado por atentado ao aeroporto de Brasília
Há 1 ano

PF prende homem condenado por atentado ao aeroporto de Brasília

Dino pede à PF apuração de ameaças após voto para condenar Bolsonaro
Há 1 ano

Dino pede à PF apuração de ameaças após voto para condenar Bolsonaro

Moraes diz que 8 de janeiro não foi
Há 1 ano

Moraes diz que 8 de janeiro não foi "domingo no parque"

Cármen Lúcia forma maioria pela condenação de Bolsonaro e aliados
Há 1 ano

Cármen Lúcia forma maioria pela condenação de Bolsonaro e aliados