A Polícia Militar de São Paulo comemora nesta quinta-feira (15) os 56 anos das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A unidade de elite consolidou uma trajetória de atuação em operações de alta complexidade e no enfrentamento ao crime organizado. Desde 2023, são 2,1 mil pessoas presas, 7,7 toneladas de drogas apreendidas e 406 armas de fogo ilegais retiradas de circulação.
O trabalho da Rota integra o conjunto de ações das forças de segurança que contribuem para a redução da criminalidade em São Paulo. No período de janeiro a agosto deste ano, o estado registrou queda de 30% nos roubos de carga, atingindo o menor patamar em 26 anos, e redução de 17% nos roubos em geral, que chegaram ao menor nível da série histórica.
A solenidade de aniversário foi realizada na sede do 1º Batalhão de Choque, no bairro da Luz, região central da capita. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou o trabalho dos policiais da unidade.
Solenidade de aniversário foi realizada na sede do 1º Batalhão de Choque, no bairro da Luz. Foto: João Valério/Governo de SP.
“A Rota construiu uma trajetória marcada pelo preparo técnico, pela disciplina e pela capacidade de atuar em ocorrências de alta complexidade. É uma referência operacional da Polícia Militar de São Paulo e serve de modelo para outros estados. Essa história é construída diariamente pelo compromisso de seus policiais com a segurança da população”, afirmou.
A Rota foi criada em 1970 para realizar rondas bancárias e combater os assaltos a instituições financeiras. Ao longo das décadas, ampliou sua atuação, acompanhando as transformações da criminalidade e as demandas da segurança pública paulista. Essa evolução também foi acompanhada pela modernização de viaturas, armamentos, sistemas de comunicação e equipamentos de proteção.
Atualmente, a unidade reúne cerca de 500 policiais militares especializados em patrulhamento tático e operações de alta complexidade. O batalhão também atua de forma integrada com órgãos de inteligência e investigação, incluindo o Ministério Público e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), do governo federal. Desde o início da atual gestão, mais de 580 operações conjuntas foram realizadas.
Desde o início da atual gestão, em 2023, a Rota prendeu 2,1 mil pessoas, das quais mil eram procuradas pela Justiça. Foto: João Valério/Governo de SP.
O atual comandante do batalhão, tenente-coronel Antônio Emanuel Andrade e Silva, destacou a responsabilidade e a satisfação de liderar a unidade. “Não é nem pelo cargo em si, mas pela honra de liderar policiais militares de alto nível. É muito gratificante estar à frente dessa tropa, na qual tive o privilégio de ingressar em 2009”, destacou.
Segundo o comandante, a seleção rigorosa, a formação especializada, o treinamento contínuo e a capacidade de atuar em ocorrências de alta complexidade estão entre os fatores que caracterizam a Rota como uma unidade de elite da Polícia Militar.
Os resultados operacionais também refletem a atuação do batalhão. Desde o início da atual gestão, em 2023, a Rota prendeu 2,1 mil pessoas, das quais mil eram procuradas pela Justiça. No período, também foram apreendidas 7,7 toneladas de drogas e R$ 7,9 milhões em dinheiro, além de 406 armas de fogo ilegais retiradas de circulação.