Cascas, talos, folhas, sementes e bagaços que normalmente poderiam ser descartados também podem fazer parte de uma alimentação mais nutritiva. Essa é uma das práticas adotadas pelo programa Bom Prato, que, no Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, promove uma ação de educação alimentar e nutricional nos 128 pontos de atendimento da rede em todo o Estado de São Paulo.
A iniciativa tem o objetivo de orientar os usuários sobre a importância de uma alimentação saudável e mostrar também como o aproveitamento integral dos alimentos pode contribuir para reduzir o desperdício. As unidades estarão decoradas com materiais educativos, como jogos americanos, banners e folders, com informações sobre alimentação adequada e dicas para o preparo de refeições mais nutritivas no dia a dia.
Implementado há 25 anos, o Bom Prato oferece diariamente cerca de 145 mil refeições à população em situação de vulnerabilidade social. O café da manhã custa R$ 0,50 e o almoço ou jantar, R$ 1.
“A segurança alimentar é resultado do fortalecimento da rede de proteção social, com políticas públicas como o Bom Prato, que oferece refeições de qualidade a preços populares e atua diretamente no enfrentamento à fome”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.
Aproveitamento integral
O cardápio do Bom Prato é elaborado de forma equilibrada e variada e segue as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira, que recomenda, entre outros princípios, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.
Entre as práticas adotadas pela rede está o aproveitamento de partes dos alimentos que muitas vezes são descartadas, como cascas, talos, folhas, sementes e bagaços. Além de contribuir para a redução do desperdício, a utilização dessas partes pode ampliar a oferta de fibras, vitaminas e minerais nas preparações.
“O aproveitamento integral dos alimentos, dentro das normas de segurança alimentar, permite enriquecer o cardápio com fibras, vitaminas e minerais, contribuindo para refeições mais nutritivas e para a saciedade dos usuários do Bom Prato”, explica a coordenadora do programa e nutricionista, Fernanda Cassola.
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), cerca de 17% da produção mundial de alimentos é desperdiçada. Nesse contexto, o aproveitamento integral é uma estratégia que contribui para reduzir o descarte.
“Além de contribuir para uma alimentação mais saudável, o aproveitamento de partes dos alimentos que seriam descartadas ajuda a combater o desperdício e reforça uma política de segurança alimentar mais eficiente e sustentável”, completa Fernanda.