O diagnóstico de câncer de mama, um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres, além de impactar a saúde física, também pode afetar a saúde mental, provocando reações como medo, ansiedade, angústia e sintomas depressivos. Nesse contexto, especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo destacam a importância de manter, dentro das possibilidades de cada paciente, atividades cotidianas e uma rede de apoio durante o tratamento.
O mastologista do Iamspe, Marcelo Antonini, explica que a prática de exercícios físicos leves (quando indicada pela equipe médica) podem contribuir para o bem-estar durante o tratamento. No entanto, essas ações devem ser entendidas como complementares e não substituem o acompanhamento médico ou psicológico. “É importante que o cuidado com saúde dessas mulheres contemple diferentes áreas, como o acompanhamento médico e o terapêutico, respeitando sempre as condições e os limites de cada paciente”, afirma.
Antonini ressalta também que atividades de lazer em companhia, como tomar um café com uma amiga ou almoçar em família, podem contribuir para a qualidade de vida dessas mulheres. “Encontrar familiares e amigos para conversas e momentos de descontração é uma oportunidade de fortalecer a rede de apoio e melhorar a disposição. Estudos sobre convivência e interação social de pessoas que vivem com câncer apresentam resultados positivos em aspectos como qualidade de vida e saúde mental”, explica.