Mesmo que a duração do sono seja frequentemente usada como indicador de descanso, não é suficiente para avaliar se uma pessoa está dormindo bem. “Aspectos como despertares frequentes durante a noite, dificuldade para atingir fases profundas do sono e a sensação de cansaço ao acordar também interferem na recuperação do organismo e na saúde cerebral. Por isso, passar mais tempo na cama não significa, necessariamente, obter os benefícios esperados do sono”, adianta.
A quantidade de sono é uma dimensão, enquanto a qualidade do sono é outra. “Não necessariamente quem dorme mais, dorme melhor. São aspectos diferentes, mas complementares. O mais importante é que cada pessoa tenha um tempo de sono adequado às suas necessidades e que esse sono tenha boa qualidade”, explica o professor.
Mas essa quantidade de sono segue sendo uma variável pessoal. Ainda assim, quando o tempo de sono aumenta de forma persistente em relação ao padrão habitual da pessoa, é importante observar outros sinais. Segundo o especialista, a sonolência excessiva durante o dia, cochilos involuntários, dificuldade para manter a atenção, alterações de humor, irritabilidade e queixas relacionadas à memória e à concentração podem indicar que algo não está funcionando adequadamente durante o sono. Nesses casos, ele recomenda procurar avaliação médica para investigar possíveis causas.
Sono ideal e prevenções
Embora a necessidade de sono varie entre os indivíduos, o professor analisa, com base no estudo da universidade canadense, que pesquisas populacionais permitem identificar uma faixa de duração mais frequentemente associada a melhores desfechos de saúde. “Estudos apontam que pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas por noite costumam apresentar maior associação com desfechos desfavoráveis. Uma faixa associada a menores riscos para a saúde está no intervalo de sete a oito horas de sono. É o que mais frequentemente aparece associado a melhores desfechos de saúde”, afirma .