A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo alerta para a importância de observar mudanças persistentes de comportamento em crianças e adolescentes, como isolamento social, alterações no sono ou na alimentação e queda acentuada no desempenho escolar. Durante o Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a orientação é identificar sinais de sofrimento emocional e buscar atendimento quando necessário
Sinais que merecem atenção
A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, na zona norte da capital paulista, explica que diferentes fatores podem estar relacionados ao sofrimento psíquico de crianças e adolescentes. Entre eles estão os impactos do período pós-pandemia, o uso excessivo de telas e redes sociais, situações de comparação social e cyberbullying, além de mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar. “Soma-se a isso o diagnóstico mais precoce de transtornos do neurodesenvolvimento, sobretudo na faixa de 5 a 9 anos, e mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar, que também pressionam a saúde mental dessa população”, ressalta a psiquiatra.
Para a psiquiatra, reconhecer precocemente sinais de sofrimento emocional pode evitar o agravamento dos quadros. “Nem toda mudança de comportamento significa necessariamente um transtorno mental, mas alterações persistentes ou muito intensas precisam ser observadas. Isolamento social, mudanças importantes no sono ou na alimentação, queda acentuada no desempenho escolar, irritabilidade intensa e falas relacionadas à morte ou à falta de perspectiva são sinais que merecem atenção”, afirma.