Parar de fumar é um processo complexo que pode exigir apoio especializado. A dependência da nicotina, aliada aos hábitos associados ao cigarro e ao seu uso como forma de lidar com o estresse e outras emoções, torna a cessação um desafio para muitos fumantes. Nesse contexto, o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP oferece um serviço de telemedicina que amplia o acesso ao tratamento e ao acompanhamento de pessoas que desejam abandonar o tabagismo.
No Brasil, 9,3% da população é fumante, e cerca de 20 pessoas morrem por hora em decorrência de doenças relacionadas ao tabagismo. Segundo Telma de Cássia dos Santos Nery, médica sanitarista e do trabalho da Divisão de Pneumologia do Incor, o tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença. “O cérebro se acostuma com aquele sistema de recompensa, de prazer. As pessoas acabam sentindo como se o tabaco, como se fumar qualquer tipo de nicotina, trouxesse alegria e ajudasse a aliviar a tristeza e a angústia”, explica.